A união estável é reconhecida pela legislação brasileira como entidade familiar, garantindo direitos semelhantes aos do casamento. No entanto, quando ela não é formalizada ou não consegue ser comprovada, o casal pode enfrentar dificuldades jurídicas e até perder direitos importantes, como partilha de bens, pensão e herança.
Entender quando a união estável pode não ser reconhecida é essencial para evitar prejuízos patrimoniais e insegurança jurídica.
O Que Caracteriza a União Estável Segundo a Lei?
De acordo com o Código Civil, a união estável é configurada quando há:
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Convivência pública
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Continuidade
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Durabilidade
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Intenção de constituir família
Não é necessário morar junto por um prazo mínimo específico, mas é fundamental que o relacionamento seja estável e com objetivo familiar, e não apenas um namoro.
Quando a União Estável Pode Não Ser Reconhecida?
Existem situações em que o casal pode ter dificuldades para comprovar a união estável:
1. Relacionamento Sem Intenção de Constituir Família
Namoros longos, mesmo com viagens e convivência frequente, podem não ser considerados união estável se não houver prova de projeto de vida em comum.
2. Ausência de Provas Documentais
Sem documentos como:
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Conta conjunta
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Dependência em plano de saúde
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Declaração de imposto de renda
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Escritura pública de união estável
Pode ser mais difícil comprovar o vínculo.
3. Relação Paralela a Casamento
Quando uma das partes ainda é formalmente casada e não há separação de fato comprovada, o reconhecimento pode ser impedido.
4. Convivência Eventual ou Instável
Relacionamentos intermitentes ou sem estabilidade também não caracterizam união estável.
Quais Direitos Podem Ser Perdidos?
Quando a união estável não é reconhecida, podem ser afetados direitos como:
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Partilha de bens
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Pensão alimentícia
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Direito à herança
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Benefícios previdenciários
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Inclusão como dependente
Sem o reconhecimento legal, o parceiro pode ser tratado juridicamente como estranho à relação.
Regime de Bens na União Estável
Na ausência de contrato escrito, aplica-se, em regra, o regime da comunhão parcial de bens, ou seja, os bens adquiridos durante a convivência podem ser partilhados.
Por isso, a formalização por meio de escritura pública de união estável ou contrato particular é uma medida preventiva importante.
Como Evitar Problemas no Futuro?
Algumas medidas podem trazer mais segurança jurídica:
✔ Formalizar a união em cartório
✔ Definir regime de bens
✔ Guardar documentos que comprovem a convivência
✔ Buscar orientação de uma advogada especializada em Direito de Família
A Importância da Orientação Jurídica
Cada relacionamento possui características próprias. O reconhecimento da união estável depende da análise de provas e circunstâncias específicas.
O Direito de Família atua para garantir proteção e equilíbrio nas relações afetivas, prevenindo conflitos futuros e assegurando direitos patrimoniais e pessoais.




